quinta-feira, setembro 28, 2006

A balança!!!

Ao longo da minha vida, nunca senti necessidade de comprar uma balança, pois a qualquer visita à minha avó podia actualizar o meu peso, não baseado em métricas científicas, mas nos seus comentários, que a meu ver tinham a mesma validade… com a vantagem da escala não dar preocupações pois andava sempre entre o “estás magro, tens que comer mais” e o “estás bem assim…”
Nunca compreendi muito bem aqueles comentários do estilo, emagreci 2 quilos numa semana… engordei 5 quilos num mês. Numa tentativa de causar mais empatia com essas pessoas ( algo que também faço no futebol… com aquele gajo de cabelo aos caracóis que fala na SIC Notícias no domingo à noite, e me dá assunto de conversa com 99% dos portugueses para o resto da semanais) ponderei comprar uma balança.
Foi então que nas minhas deambulações semanais a um supermercado para comprar iogurtes, estarreci a olhar para um balança… entre o sentimento de culpa de ter sido vítima de uma acção de merchadinsing, pois uma balança não substitui iogurtes e a pressão de só haver mais uma e de me sentir observado, pois há uma curiosidade intrínseca à idiossincrasia nacional de que, quando se vê alguém a olhar para uma coisa, toda a gente tem que olhar também. Eis que então num impulso fugaz peguei na balança, nos iogurtes e paguei e me dirigi a casa, consciente do excelente negócio que acabava de fazer.
Chegado a casa, reparo que balança tinha nada mais do que um comando à distância… o meu primeiro sentimento é se tal seria para fazer um zapping ao peso… meio incrédulo… abri a caixa, retirei a balança, coloquei-a no chão, subi para cima dela, liguei o comando e de facto pude presenciar uma revolução tecnológica ao receber o peso do meu corpo na balança no comando que estava na mão…

Não se tratará de um forma de convencer os homens sedentários a trocarem o sofá pela balança ;)

segunda-feira, setembro 18, 2006

Há cerca de quatro anos um grupo de jovens unido por uma âncora umbilical à terra que os tinha visto crescer. Motivados por uma intervenção mais activa nas mentes populares de então, que mergulhadas num enfadonho desenrolar político cultural, num país abalado por escândalos de pedofilia e por uma crise económica, que até o seu primeiro-ministro acabou por emigrar...

Este mesmo grupo decidiu passar à escrita o que lhes ia na mente. Pela estrada fora… Na busca da bruxaria, de aldeias isoladas ou pelas serras de Oeiras… Entrevistando famosos que agitavam a rotina ansianense, como o condutor de comboios mais famoso do país ou Pai Natal de bigode… atribuindo prémio aos vendedores de pneus… indagando a população sobre o que fazer com uma rotunda…

Passado este tempo todo, depois de honrado o compromisso com Gutenberg, quantas vezes não sentimos vontade de passar à escrita as nossas deambulações mentais ou por outro lado, apenas aconselhar a ver um filme, ouvir um álbum ou ler um livro que tenhamos gostado...

Fica aqui o convite…